domingo, 20 de agosto de 2017

#7 | DICA DE LIVRO | 2017 | Jeni | Rainha de Katwe - Tim Crothers

Autor: Tim Crothers
Editora: Harper Collins
Páginas: 224
Ano: 2016
Romance Americano

"Nascida e criada em uma das favelas mais miseráveis da África, Phiona Mutesi chamou a atenção do mundo todo ao se tornar campeã nacional da Uganda com apenas quatorze anos de idade. Com essa vitória, teve a chance de competir nas Olimpíadas de Xadrez, o evento de maior prestígio do jogo. Lá, foi uma das primeiras mulheres de seu país a ganhar o título de Mestra do Xadrez. Tanto na vida quanto nos tabuleiros, Phiona demonstrou um talento impressionante de perseverar diante dos maiores obstáculos. Esta é a sua história, que está chegando também nos cinemas de todo o Brasil pelos estúdios Disney, estrelada pela vencedora do Oscar Lupita Nyong’o e pelo ator premiado David Oyelowo". (Skoob)

Quando você começa a ler esse livro, com tantos nomes diferentes, aparecendo a cada instante, vem uma pergunta na mente, o que tem realmente à ver com Phiona? Além de morar no mesmo país e  passar por situações bem difíceis no começo você não consegue interligar as pessoas.  Isso deixou o começo do livro um pouco cansativo. 
Depois você percebe que a contextualização foi fundamental para entender a pessoa que Phiona era quando conheceu o Xadrez. Ainda no começo conhecemos um pouco da história do Professor de Phiona, Robert ou Katende. Conseguimos visualizar a favela de Katwe e o barraco de Phiona. As dificuldades que sua família passou e ainda passa.
O livro é dividido como uma partida de xadrez, Abertura, Meio Jogo e Final. A escrita também utiliza de recursos para se assemelhar com um jogo de Xadrez, pois se contássemos só a história de Phiona, não poderíamos entender com tamanha proporção as suas ações e o significado das suas conquistas. Com essa Abertura massante, porém necessária,  o livro mostra como as "jogadas da vida a levaram a vitória". 
O encantamento com o método da Sports Outreach para pregar o evangelho, sim, você leu certo, pregar o evangelho, falar de Jesus, pois é, o Xadrez era um pano de fundo para um objetivo maior. Esse sempre foi um dos objetivos do programa. Nada melhor do que ajudar crianças encontrarem um rumo, levando sonhos. Em vez de optar por uma abordagem puramente evangélica, Suddith começou a desenvolver sua própria abordagem holística, apoiando-se em seis premissas: social, psicológica, emocional, mental, física e espiritual. 
"_ Achei que não havia como abordar esse problema puramente num nível espiritual - explica Suddith. - Não podemos simplesmente dizer a essas crianças: "Não tenham medo, Deus esta com vocês". Precisamos mostrar a elas que podemos abordar todas as dificuldades delas. Eu ia às favelas e via locais onde uma organização cristã havia estado e convertido centenas de pessoas, mas aquilo não dera certo. Outras davam comida às pessoas, mas se você só faz isso então quem vai lhes dar comida amanhã?".

O objetivo deles era mostrar uma nova visão de mundo para aquelas crianças, treinandos para se tornarem lideres. O plano não era apenas uma atividade alternativa para crianças que não queriam jogar futebol ( esse era o projeto esportivo inicial). O plano era para que essas crianças aprendessem com ele, se saíssem melhor na escola, se tornassem mais interativas socialmente, se tornassem jovens com uma chance de sucesso.
Podemos perceber que isso foi cumprido, pois mais garotos também aprenderam e foram impactados pelo projeto, mas o destaque continua sendo Phiona. A transformação na vida dela, na verdade no seu interior, foi muito profunda, pois ela era mais sensível as coisas que a rodeavam.
Esse livro é excelente, encantador, motivacional e transformador. Esse livro merece o seu tempo. Vamos ler minha gente.




Beijo grande e boa leitura!   


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