domingo, 11 de dezembro de 2016

#20 | DICA DE LIVRO | 2016 | Jeni | JK O Presidente Bossa-Nova - Marleine Cohen




Autora: Marleine Cohen
Editora: Editora Globo
Páginas: 311
Ano: 2005

"Juscelino Kubitschek. De todos os chefes de Estado, ele foi o presidente bossa-nova, na melhor acepção da palavra: deu régua e compasso ao Brasil e o ajudou a compor sua identidade. Dos "anos JK"ainda se louvam as façanhas: num ritmo desconcertante, a industrialização alcançou seus mais altos decibéis, as belas-letras se fizeram mais belas, o país entrou na era da modernidade...".

Estou na "vibe" ler livros que contam alguma parte  da história do Brasil, que falam de políticos, de ideologias políticas e biografias. Comecei a ler JK e descobri parcialmente como um menino que tinha uma vida simples conseguiu mudar sua vida e também á o do Brasil, dando o ponta pé inicial para construir Brasília, pregando que era possível transferir a sede do governo para a região central. 
"Humanista  e autodidata, JK já era amigo de todas as letras - e isso desde a mais tenra infância, quando adotou o costume de devorar tudo o que lhe passava pelas mãos. Em Diamantina, "havia uma pequena biblioteca (...) na sede da União Operária, com 300 volumes. Li os 300", disse certa vez. "Se fosse astronomia, lia astronomia; se fosse espiritismo, lia espiritismo; história, lia história - li os 300". 
"Na adolescência, também criou o hábito de pedir emprestado livros a advogados e médicos da cidade: "Eu ia lá e perguntava: O senhor podia me emprestar? Prometo devolver o livro. Uns não emprestavam, outros achavam engraçado e emprestavam, e eu devolvia religiosamente". 
Essa citação me cativou, pois mostrou como os livros tiveram um enorme peso na vida de JK, como ele podê transformar sua realidade através deles. Ele lia os livros que contavam as histórias de lugares e pessoas, hoje lemos  livros que são inspirados na sua vida, na cidade que encabeçou e na trajetória que teve como pessoa e como político do nosso País. 
"Todas as manhãs, a primeira coisa que fazia, ao chegar no meu gabinete, era examinar o grande mapa do Brasil que estava pendurado na parede, atrás da minha mesa de trabalho. Nele, era atualizado o estágio progressivo de cada meta (50 anos em 5). Quando, por acaso, percebia que uma obra não vinha se desenvolvendo ao ritmo desejado, tomava o avião e ia apurar pessoalmente as razões do atraso". 
O livro trás JK como o homem determinado que tinha muito foco. Mostra também como sofreu na época da Ditadura e seu exílio. 
Sabe quando você vai para uma aula de história, e o professor é tão bom que você mal consegue respirar, pois tem medo de fazer e não conseguir mais acompanhar o raciocino? Pois é, esse livro é assim, o livro nos faz querer saber mais, contestar os fatos, ir além. 

Desejo uma boa leitura para você, beijo grande!  


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