quarta-feira, 18 de março de 2015

O Espírito do Contrato do Casamento




É difícil encontrar hoje alguém que realmente te ajude a mudar alguns conceitos sem forçar uma opinião ou pelo menos tentar mudar sua ideia para obter algo em troca. Desta vez eu o encontrei. Sem nenhum interesse um amigo me mostrou este texto simplesmente para mudar a minha vida, ou melhor, meu conceito que, quase que automaticamente, mudou algumas coisas na minha vida sobre relacionamentos.

O autor do texto é Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreve a cada frase uma verdade que podemos refletir por dias e de fato, mudar nossas vidas. Espero que este texto transforme o seu ponto de vista e o seu coração. Grande semana, Beijos Evelyn


“Quando comemorei trinta anos de casamento. recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: Coisa rara hoje em dia.

De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou.

Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre.

Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar.

Mas isso não é um contrato.

Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo “vou sempre amar você”, como se fosse um prêmio de consolação.

Banalizamos a frase mais importante do casamento.

Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça.

“Eu amarei você para sempre” deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro.

Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível.

Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro.

A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado.

Estatisticamente, o homem ou a mulher “ideal” para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes.

Isso significa que provavelmente seu “verdadeiro amor” estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par.

E aí, o que fazer?

Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar?

O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema.

Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas.

As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação.

Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: “Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade”

“Eu sei que fatalmente encontrarei dezenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu.”

“É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro”.

“Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento”.

“Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante.”

“Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia”.

Homens e mulheres que conheceram alguém “melhor” e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual.

Esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento.

O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre.

Um dia vocês terão filhos e ao colocá-los na cama dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre.

Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho.

Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família.

Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros “melhores”.

Eles aprendem a conviver com os pais que têm.

Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender.

Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda, e num próximo artigo falarei sobre esse assunto.

Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos.”

Aí, você terá certeza de tudo.
Stephen Kanitz

Fonte:http://veja.abril.com.br/290904/ponto_de_vista.html

2 comentários:

  1. Eu acho que nunca devo ter comentado em um de seus posts, mas vamos lá.

    Não sou o ser humano mais experiente do mundo, na vdd eu não sei de absolutamente nada, mas uma ideia que um dia sondou minha cabeça e até hj venho matutando é sobre "o que fazer com o amor". Digo, uma das primeiras coisas que o texto cita é dizer que ao terminar um relacionamento a frase "eu sempre te amarei" é um premio de consolação. Eu acredito que com a profundidade dos nossos sentimentos e laços, e com o fato de que somos monógamos, eu só poderia dizer que você não vai poder casar com todo mundo que ama. Mesmo que seja um amor muito forte. As pessoas parece que tem medo de amar. Aliás, medo de aceitarem que estão amando. Ao ter um leve sentimento por uma ex, você já se reprime e até castiga. Mas se um dia você amou aquele ser humano, provavelmente vai continuar amando-o por algum tempo. E isso nao quer dizer que você deva ficar com ele, apenas que o ama. Acho essa ideia de contrato de casamento um esdrúxulo a parte de algo tão sublime. Pessoas casam antes mesmo de ir pro altar, na vdd. E todo esse papo de "ficarei com você mesmo que encontre alguém melhor" só me faz crer que as pessoas só amam por simples interesse. Ninguem deveria amar pq alguem é bom ou ruim. Claro que diversos aspectos nos instigam a paixão e o carinho por alguém, desde a questão da beleza, quanto dos gostos em comum, quanto até mesmo o jeito de falar, o tom da voz. Mas quando se ama alguém tudo isso vira um detalhe. Então você nunca encontraria ninguem melhor que aquele que se ama, até pq nao há alguem melhor pra se encontrar. Pessoas de ambos os sexos vao sempre nos chamar a atenção por diversos motivos. Mas se um dia você quis ficar com alguém pra vida inteira, não é pq esse alguem tem simplesmente alguns aspectos que se gosta, mas pq se ama alguém pelo simples fato de existir.

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