domingo, 29 de março de 2015

Crônicas Para Ler Na Escola - José Roberto Torero


Olá, povo lindo! Depois de ter encontrado minha lista de livros, mas conhecida aqui como Meta Da Vida, lembrei como era frequentar bibliotecas, mesmo as pequenas de bosque, e achar livros antigos com temas interessantes para ler. Como não tenho muito tempo de ir a biblioteca municipal, resolvi vasculhar a da escola onde trabalho. Gente, tem muita coisa boa lá, clássicos que estão no desafio de leitura da Rory e muita coisa que me interessa, bom, agora achei a mina de ouro.  
Esse é o meu 7º livro lido esse ano, metas atualizadas aqui - AQUI -. 

Autor: José Roberto Torero
Editora: Fontanar
Ano: 2011
Páginas: 167

O livro como vocês já perceberam é composta de crônicas selecionadas pela Marisa Lajolo. José Roberto Torero é paulista, nascido em 1963. Escritor, cineastra, roteirista, jornalista e colunista de esportes, iniciou sua carreira de cronista no Jornal da Terra e depois escrever para revista Placar. Durante 11 anos assinou uma coluna de futebol na Folha de S. Paulo
Boa parte do livro é referente essa vida de cronista para a Folha, são cronicas que misturam futebol com clássicos da literatura, como a crônica intitulada "Os Melhores Livros de Futebol".  Vai aí um trecho da crônica para vocês...
"É muito comum ouvir dizer que não há grandes livros sobre futebol. Calúnia! Para provar meu ponto de vista, faço aqui um resumo das grandes obras da literatura ludopédica mundial.
Começo com o clássico Moby Dick, de Hermam Melville, que conta a vida do zagueiro Ismael, que joga num time de segunda divisão chamado Pequod, que tem como capitão um tal de Ahab, que sonha em vencer o Santos, chamado por Ahab de "A Grande Baleia Branca" por conta de seu mascote".
Não tem como ficar sem soltar um largo sorriso ao ler essa parte. Moby Dick agora firou a baleia do Santos. 
As crônicas são megas divertidas, adorei cada uma, a mais bonita e reflexiva foi para mim a "Anderson, Diogo, Wellington". Essa crônica fala sobre a violência nos estádios, e como o futebol acaba sendo mais valioso do que vidas para alguns torcedores. 
"Anderson, Diogo e Wellington eram jovens. Seus times ainda marcariam milhares de gols e ganhariam centenas de partidas. Por eles, Anderson, Diogo e Wellington viajariam, pulariam, dançariam, beberiam, dariam risadas, chorariam. Mas agora não há mais Anderson. Não há mais Diogo. Não há mais Wellington...
O futebol não é mais importante que arte, que a política, que o Brasil, que sua cidade. Não é mais importante que Anderson, que Diogo, que Wellington". 
Essa crônica retrata muito bem a realidade das torcidas organizadas de alguns times, como o futebol foi colocado em um patamar muito além do que ele merece. 
Agora, quero ler a coleção inteira das "crônicas para se ler na escola". Recomendo a leitura deste livro. Vai fazer você rir muito e refletir também.


Beijo Grande!

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