domingo, 4 de janeiro de 2015

Olympe de Gouges - Catel & Bocquet



Olá povo lindo.
Esse é mais um livro indicado pela minha amiga blogueira Isabela Kanupp, do blog Para Beatriz.
Vocês vão perceber que neste primeiro domingo do ano, escolhi postar para vocês um livro diferente, um HQ, por sinal, meu primeiro HQ em formato de livro.
Esse é o 1º Livro lido esse ano. |\O/|.
Você pode acompanhar as metas de leituras - AQUI -


Autor: José-Louis Bocquet
Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 488
Olympe de Gouges, 1748-1793 | Revolucionários - França | Histórias em quadrinhos

O livro é uma biografia da revolucionária Marie Gouze que depois troca de nome e vira Olympe de Gouges. Influenciada por Voltarie e Rousseau, ela começa a pensar além do seu tempo. Amante dos livros, se torna "livre" aos 18 anos, devido a morte do seu esposo. 
Depois do primeiro marido ela não se casa de novo, vira amante de Jacques que era perdidamente apaixonado por ela. Sendo assim, ele fornece dinheiro, para que ela pudesse viver melhor. 
A primeira luta dela foi pela a abolição da escravatura e o preconceito. Já existia na época muitos negros livres, mas o preconceito era enorme, até hoje existe, imaginem no século XVIII, época esta, onde a história se passa. Seu jeito de lutar contra isso, era através de peças de teatro. E cartas aos povo, onde ela colava nos murais principais da França.
Mas uma luta em especial, precisava ser travada, e era contra o preconceito ao sexo feminino. Por ser mulher muitas vezes ela não era ouvida, e suas peças barradas. O conteúdo também era um dos obstáculos para a época. Aos olhos do poder dominante.
Quando Olympe conseguiu que sua peça fosse aceita pela melhor companhia de teatro da frança, ela imaginou que a estreia seria logo, mas não foi isso que aconteceu, enrolaram para que não fosse encenada. E quando foi encenada não teve público. 
Ela escreve uma Declaração dos diretos da Mulher e Da cidadã e leva para a Rainha, mas não consegue entregar em suas mãos, quem a atende é a Princesa De Lambelle. Essa declaração falava entre outras coisas sobre o divorcio, sobre a mulher nascer livre e ser igual ao homem perante a lei. 

"A mulher nasce livre e é igual ao homem perante a lei".

Mesmo no século XXI essas palavras tem um forte peso. Pois não são todos que possuem esse tipo de visão. Ao ler obras como esta, você consegue enxergar como a luta começou e como não podemos esquecer do que foi preciso para conseguirmos nosso espaço.

O livro tem uma arte muito boa e a leitura flui. Recomendo.


Beijo Grande!


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