quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não pereça por falta de informação - 1844



No emaranhado mundo das religiões,  algumas são tão parecidas  as quais nem sabemos ao certo qual é a diferença entre elas. Você pode escolher entre as 33.000 denominações cristãs que há no mundo. Opção não falta. Mas cá entre nós você tem ideia em que elas se diferenciam? Ou pelo menos, se você é cristão, sabe a diferença da sua denominação em comparação às outras?


A dica de leitura de hoje acompanha exatamente esta resposta se você escolheu o adventismo a sua igreja. Antes que alguém me responder que é adventista por que guarda os mandamentos de Deus e espera pela volta de Jesus; meu amigo(a) posso te garantir que tem mais um monte de outras religiões que também pensam assim. Vou direto ao ponto o que faz o adventista diferente de qualquer religião existente é a interpretação profética sobre o juizo investigativo. Bom você nunca ouviu falar nisso? Te explico. O termo serve para explicar a profecia de Daniel 8 de que Jesus Cristo, no final de 2.300 dias estaria no santuário celestial nos mesmos moldes do santuário terrestre (Êxodo 25). Ele está no lugar chamado Santíssimo Santuário numa posição de reconciliador entre o homem e Deus (1 João 2:2), um advogado a nosso favor.


Neste livro 1844, escrito por Clifford Goldstein, editor da revista Liberty (EUA), ele esclarece as profecias de Daniel aos quais se ligam ao grande desapontamento ocorrido na data em que titular o livro. Segundo a própria divisão do autor, a primeira parte realiza o estudo de como encontrar a data profética na Bíblia, seguida de explicações de argumentos contra o juízo investigativo; a terceira parte mostra o real significado do juízo investigativo. Foram utilizados como métodos o historicismo (uso da história como determinante de acontecimentos), paralelismo – correspondências entre dois ou mais capítulos bíblicos e a própria bíblia.

Ele começa com a indicação de que o juízo investigativo de acordo com a bíblia aconteceria após 31 d.c por meio das informações de Daniel 2 e mais detalhes posteriormente em Daniel 7, bem como o juízo descrito por este ultimo capítulo se relaciona com a purificação do santuário em Daniel 8. Segundo o autor, julgamento do céu e purificação do santuário são a mesma coisa. Por isso, a referência ao santuário terrestre aparecem constantemente ao longo do livro. Outras descrições importantes são a do chifre pequeno, indicando para o poder político e religioso de Roma, a profecia das 2.300 tardes e manhãs e principalmente a explicação do corte  das 70 semanas nesta profecia.

O mais interessante deste livro foram as diversas formas que o autor “testou” se tirássemos a data profética  das 70 semanas do fim dos 2.300 dias, do ano 34 d.c (data em que Jesus morreu),  bem como os argumentos contrários das pessoas que não aprovam o ano de 1844 como início do juízo investigativo (Hebreus 9:12). Mostrou que não só os adventistas estudam e concordam com o princípio dos anos proféticos. Sejam judeus ou cristão este assunto é amplamente estudado. Por vim mostra que o fio condutor que une todos os assuntos é Jesus Cristo e que Deus será glorificado através do Seu povo o qual busca aperfeiçoar seu caráter neste até a 2ª volta de Jesus (2 Coríntios 7:1).


GOLDSTEIN, Clifford. 1844. Uma Explicação Simples das Principais Profecias de Daniel. Tradução de Regina Mota.6.ed.Tatuí,SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.


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