quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Os 5 Piores Erros de Português


imagem: Quadrinhos Ácidos
Oi amados leitores do site! Primeiramente peço desculpa por minha ausência. Quem acompanha os posts de quarta-feira sabe que eles não existiram nos últimos 15 dias. Sem desculpas agora, continuo com meu compromisso de escrever; hoje falando sobe o português.

Porque é que tanta gente (os brasileiros, nem estou me referindo aos estrangeiros que moram aqui) torcem o nariz para nosso idioma? Porque falar inglês é mais bonito? Porque é difícil mesmo o nosso português?  Humm pode ser um pouco de tudo isso. Ainda não conheci uma cultura que gosta mais do que estrangeiro que o brasileiro. Há um certo “status” em falar outros idiomas e usar coisas importadas. É quase como dizer que se não feito no Brasil, então o produto é bom. Triste, mas é a realidade. E as aulas de português na escola fica para depois, afinal quem se importa em escrever bem? Apenas na hora de arrumar emprego ou fazer um concurso que a coisa complica. Nos testes de trainee ou nas redações de concurso qualquer erro de concordância ou crase pode desclassificar qualquer candidato. Eu mesma sou prova viva do analfabetismo funcional dos universitários. Após terminar a faculdade, fui obrigada a fazer dois cursos de português para “sobreviver” no trabalho. Antes disso, não via muita importância naquelas análises sintáticas que aprendi no ensino médio.

Bom, até hoje travo uma luta diária com o português. O mais importante é não desistir, perseverar e revisar as regrinhas quando surge a dúvida. Mesmo que você não está na fase de estudar para concurso, fazer alguma prova, lembre que aprender outro idioma fica muito mais fácil se você primeiro dominar a sua língua nativa.

A revista Exame publicou uma reportagem sobre os 5 erros de português mais cometidos em concursos públicos. Por mais que o texto é direcionado para concurceiros todos precisam ler. As dicas foram escritas pela professora de Língua Portuguesa do site Questões de Concursos, Verônica Ferreira. Reportagem escrita por  Claudia Gasparini.

1)   Interpretação de enunciados e textos

“O candidato muitas vezes tem o péssimo hábito de não ler o texto, ou de só achar que leu”, afirma. Segundo Verônica, muita gente não tem paciência para absorver os textos, ou fica tão preocupado com o tempo que perde a concentração na leitura.
Dica da professora: No caso de um enunciado, marque os verbos de comando - aqueles que distinguem a ação esperada do candidato, tais como “justifique”, “indique”, “comente”. Também vale reler com calma o que está proposto para garantir que você compreendeu bem. O mesmo vale para textos que você precisa analisar.

2) Uso da crase

Tema que confunde muita gente, a fusão do artigo feminino “a” com a preposição “a” tem regras específicas de emprego.
Dica da professora: Você está seguro de que não tem dúvidas sobre o uso da crase? Verônica aconselha uma revisão sobre o tema, com atenção especial para os casos optativos, isto é, aqueles em que a crase pode ou não ser usada.

2)   Ortografia
Dependendo da banca, deslizes de ortografia podem eliminar um candidato. “É um erro clássico, que revela um candidato que não lê ou que não se preocupa com o que lê”, diz Verônica.
Dica da professora: Cultivar o hábito de ler jornais, revistas, livros e sites ajuda a diminuir os erros. Isso vale também para melhorar a redação.

3)   Emprego de pronomes
Tema recorrente em provas, questões sobre pronomes frequentemente aparecem como “pegadinhas”. O concurseiro precisa tomar cuidado para não confundir as regras sobre colocação de pronomes oblíquos átonos, como “me”, “te”, “se”, “lhe”, “o” e “a”.
Dica da professora: Na língua falada, frequentemente ouvimos e falamos frases como “Me entregaram uma carta” ou “Você viu ela?”, que são incorretas segundo a norma culta. Para não se confundir na hora de escrever, é bom voltar aos livros e estudar com atenção as diferenças no uso de cada pronome.

4)   Onde x aonde
Mais uma vez, a influência do português falado pode atrapalhar o concurseiro. Apesar de muita gente empregar “onde” e “aonde” indistintamente na língua oral, o mesmo não vale para a escrita, o que gera muitos erros em provas.
Dica da professora: “Onde” é empregado para ideia de algo fixo, que não tem movimento, como em “Onde você mora?”. Já “aonde” acompanha verbos que dão ideia de movimento, de mudança, como em “Aonde você foi?”. Para não fazer feio, o concurseiro precisa memorizar essa distinção básica, segundo Verônica.


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