domingo, 21 de setembro de 2014

Migração em Sumaré - Francisco Antonio de Toledo


Bom dia, povo lindo! Chegamos a mais um domingo. Dia de resenha de livros.
Esse livro, posso dizer que foi um achado. Não estava na minha lista de leitura para esse ano, mas ao olhar a capa em cima da mesa da coordenadora, na escola onde trabalho, em Sumaré, fiquei encantada. Não sabia nada de Sumaré, e a vontade de conhecer um 'bocado' se tornou grande. 
A leitura foi mega fácil, li em dois dias, mas da para ler em um, não consegui, já explico o por quê, meu problema foi não achar lugar no ônibus para sentar, no dia que comecei a leitura, prejudicando assim o termino do livro. Campinas esta uma coisa de louco. 
Para os adeptos as metas de leituras, elas se encontram - AQUI - Esse é o meu 25º livro lido esse ano.


Autor: Francisco Antonio de Toledo
Editora: Anadarco
Ano: 2009
Páginas: 208

O livro começa  embasando as primeiras migrações na teoria do evolucionismo. Os dados que no decorrer da leitura é apresentado, soa muito importante, como por exemplo, que por volta de 1605 quase 12 mil Índios saíram de Pernambuco e foram para o Maranhão.
O autor continua falando no parâmetro geral, lembra que em 1703 a capital do Brasil passou de Salvador para o Rio de Janeiro.
No decorrer da leitura ele vai te guiando através da história até o surgimento de Sumaré, passa por Campinas, fala da importância que as plantações de Café teve para a região. Quando li, essa parte no livro, lembrei do Lago do Café daqui de Campinas, pois bem, foi a partir de 1830 que a produção Cafeeira cresceu na cidade. Sumaré, foi crescendo depois da implantação das linhas de ferro, era um transporte mais barato.
Volta e meia, ele fala da história de Campinas, posso dizer que o livro fala das duas cidades. Ele ressalta que a imigração de Italianos para Campinas se deu por falta de mão de obra escrava ( que foi proibido 1850 e com a abolição de 1888). Quem lembra da novela Terra Nostra?! (Olha eu, soltando minhas pérolas, da época que assistia novela). 
Não se preocupe vamos chegar na história de Sumaré, é que não tem como desligar todo o contexto em volta da sua criação, por isso o livro fala de Sumaré, Campinas e região, ao mesmo tempo.
Sumaré ganhou morador depois da 'década perdida', época essa que pessoas motivada pelo desemprego e miséria, saem de São Paulo, em busca de refúgio.
O livro fala um pouco sobre as regiões de SP, e os nomes dos lugares antes de se tornarem esses que conhecemos, e o mais legal, até agora é Jacuba, adivinha que cidade é essa? Claro, vou registrar aqui né, é Hortolândia, para minha eternas risadas. 
Sumaré cresceu lentamente até 1950, porém nos anos 90, atingiu seu clímax, passou de 5.850 para 226.225. Em 1954 Sumaré se emancipou de Campinas, tornando-se município.
Falando um pouco da politica envolvida para o desenvolvimento dos bairros de Sumaré, o autor afirma que foi depois que prefeitos da periferia foram eleitos, que os bairros menos favorecidos melhoraram. Responsável por fazer o Matão ser um bairro mais digno, foi o Bacchim, e Hortolândia  foi o Dalbem.
Um fato mega interessante, foi a presença da igreja Católica nos protestos feitos na cidade na década de 80.
Já tinha me acostumado com a forte presença da religião quando estudava a história da colonização do Brasil, lá em 1500. Mas depois de anos, em 1983, é possível ver esse envolvimento nas terras de Sumaré. Foi através da teologia da libertação que o povo começou a lutar pelos seus direitos, essa luta, não foi dentro das paredes da igreja, e sim nas ruas, eles protestavam. Com a ideia de que a terra foi criada por Deus e o Brasil, possuía muitas terras ociosas, conscientes de que o governo não fez e nem iria fazer a reforma agrária, eles escolheram invadir as terras.
Porque o povo, saiu de sua terra para ir para Sumaré? Foram motivados pela busca por emprego, oferecidos pelas indústrias que foram se estalando ao longo da rodovia Anhanguera.
Ler livros assim, trás curiosidades bem bacanas, e além de ser uma história recente, com muita gente que estava no começo do desenvolvimento da cidade, ainda vivo. O autor se preocupa em registrar os relatos das pessoas que 'fizeram a história', sendo assim, o livro é dividido em duas partes, a primeira com a história da migração em Sumaré, e a segunda com os relatos e memórias.

Falando leigamente, sobre livros históricos, você só vai encontrar uma falha de edição, na página 67, onde a escrita não tem um ponto final, e nem a conclusão do pensamento do autor. Você vira a página na esperança da conclusão e se espanta com um novo subcapítulo. A página 67, termina falando que 'a região vai'... Será que é para você adivinhar, fala sério!
Fora isso, o livro é muito interessante para quem busca entender onde vive, e como tudo foi se formando no que vemos hoje. 


Beijo Grande.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião é muito importante para nós. Deixe um recadinho! Beijos

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...