domingo, 27 de julho de 2014

O Homem Que Amava Muito os Livros - Allison H. Bartlett



Hoje tem livro das metas (e também banner novo para esse objetivo. Também estou editando todas RESENHAS que eu fiz, neste dois anos. Para você saber se a resenha foi editada, estrou acrescentando um banner, que você pode conferir no começo da postagem), esse é o primeiro livro que terminei esse semestre e o 19º do ano. Lembrando que Nárnia, ainda faz parte das minhas leituras e das doces viagens ao seu mundo encantado. 
No momento estou lendo um livro de Philip Yancey. Estou atualizando minha estande no skoob para vocês acompanharem quais resenhas virão a seguir.


Autor: Allison Hoover Batlett
Editora: Seoman
Ano: 2013
Página: 208
1º Edição



Esse livro foi comprado exatamente pelo o que diz na capa, fiquei intrigada sobre essa história de ladrão de livros e esse detetive que tenta encontrá-lo.
Fiquei imaginando como seria esses roubos... Onde seria? Qual padrão e o que o fazia roubá-lo? 
A escritora também teve esses questionamentos e tenta no decorrer do livro solucioná-los.
Não imaginava que existia pessoas assim como Gilkey, que faz dos roubos dos livros sua motivação para a vida.
Fiquei super empolgada com a história, que queria ler o livro de uma forma um pouco diferente, pois fiz anotações no decorrer dos capítulos, e além disso fiquei me questionando sobre a diferença de Gilkey, para quem pega emprestado livro, e não devolve. Não seria também um roubo? Confesso que já roubei alguns livros, calma, da pequena coleção do meu pai. Ele sabe que estou cuidando bem deles.  Também já fui roubada, e ainda sou. Quem empresta livros, sabe do que estou falando. Entretanto, o dano maior que tive, foi o roubo dos livros da minha infância. Roubaram praticamente todos os livros, não só os meus, mas os dos meus pais também, coleção de luxo da escritora Ellen G. White, de capa roxa e letras douradas. Minha coleção de livros do nosso amiguinho e assim vai.  Um fato curioso é que o ladrão teve a preocupação de colocar outros livros dentro da caixa que deveria estar os nossos. Ainda bem que o ladrão tinha bom gosto e nos enviou sua, ou de alguém, coleção dos livros da Agatha Christie. 
Na época da faculdade eu tive que resistir ao "roubo", risos, de um Sobotta. Nossa que livro maravilhoso, adoro anatomia humana, e esse livro foi o que impulsionou minhas notas na matéria. Fiquei um ano renovando o empréstimo, até não poder mais.... Resisti a tentação. 
Voltando ao livro e na composição da história, Gilkey e Sanders pareciam Tom e Jerry. Gilkey aplicando seus golpes e Sanders buscando encontrá-lo. O livro me fez lembrar também, do filme Prenda-me Se For Capaz, estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks.    
Como Gilkey conseguia roubar os livros raros? Bom, ele primeiro arrumou um emprego onde ficava fácil  roubar os estratos dos clientes, naquela época o número do cartão de crédito aparecia com todo os números, nos estratos. Ele juntou primeiro uma quantidade significativa, para depois começar aplicar os golpes, que eram feitos por telefone. Ele ligava falava que estava precisando de um livro raro, sempre falava o nome do livro, que ele já sabia que o estabelecimento possuía, para dar de presente, para um "sobrinho", "Mulher", "filho" etc. Depois que o pedido era finalizado, ele sempre falava que alguém passaria para pegar, mas na verdade quem na maioria das vezes pegava era ele mesmo, ou seu pai.
O maior desejo de Gilkey era poder mostrar seus livros, sua coleção para o mundo, para que todos o pudesse vê-lo como um homem culto, rico e com uma coleção invejável. Mas a maior loucura da história e que ele nunca poderia mostrar sua coleção a ninguém, pois todos saberiam que seu salário não compraria a tal coleção e a polícia iria ser acionada e ele preso, para se safar disso, alugou um depósito para guardar sua coleção. Irônico, certo?!
Gilkey foi preso várias vezes, mas isso não o fazia parar de roubar, ele usava o tempo na prisão para poder bolar um plano melhor. Quando estava preso, ficava bravo, talvez essa não seria a palavra, motivado, encaixaria, mas também acredito que não, impulsionado, é o certo; ele quando foi preso pela primeira vez, por ter passado cheque sem fundo, falou para seu pai o seguinte: "esqueça tudo o que eu disse quanto a construir um patrimônio - disse - vou nos construir um império.
Gilkey tinha uma visão conturbada de mundo e de justiça. Ele achava que merecia tudo o que desejasse. Nesta tentativa de tentar entender o que o diferenciava dos outros ladrões de livro a autora Allison leva esse questionamento até o final do livro. 
O livro também é rico em informação, como por exemplo, que a primeira edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal, custa 30 mil dólares, pois só foram impresso 500 cópias. 
Adorei passar um tempo neste universo de livros raros e entender um pouquinho como funciona. Recomendo para todos os amantes dos livros.

E aqui vai uma dica, que a autora fez questão de registrar no seu livro e eu no blog. 

"Este livro pertence a ninguém mais, senão a mim,
E em seu interior pode-se ler o meu nome, sim.
Se roubar este livro alguém tiver tentado,
Por uma corda pelo pescoço será dependurado.
Os corvos, ao seu redor se reunirão,
E os olhos de sua cabeça arrancarão.
E quando então estiver gritando "Ai, ai, ai!",
Lembre-se de que este destino bem lhe cai".
- Advertência escrita por um escrivão alemão medieval.


Beijo Grande!


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