domingo, 13 de julho de 2014

Neruda Para Jovem - Pablo Neruda

Autor: Pablo Neruda
Editora: José Olympio
Páginas: 155
Ano: 2013
3ª Edição


Olá amigos, hoje é dia de post de livro. Esse livro faz parte das metas de leituras do semestre passado, e foi o meu 17º livro lido este ano.
A edição que eu tenho é bilíngue, e me fez lembrar da minha amiga e colaboradora deste blog, Regina Pimentel, para os íntimos Rê.   Ela curte a língua espanhola.  
Não lembro de ter lido Neruda na minha adolescência, mas lembro de ter folheado alguns livros na mesma época.
Para os leitores que assim como eu, não lembrava mais quem foi Pablo Neruda, vai aqui um pouco sobre o autor.
Ele é um dos mais importantes poetas da língua espanhola do século XX, Pablo Neruda, pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, nasceu em Parral, no Chile, em 1904. 
Foi cônsul na Espanha e no México, e ao abandonar a carreira diplomática, o poeta candidatou-se como senador pelo Partido Comunista, elegendo-se em 1945. Por denunciar as  traições e os crimes do governo de Gabriel González Videla, Neruda é cassado e preso, e mais tarde passa a viajar como fugitivo por diversos países. Regressa ao Chile em 1952 e volta a participar da vida política, apoiando Salvador Allende.
Em 1965, o poeta recebe o prêmio Lênin da Paz e, em 1971, o Nobel de Literatura.
Em 23 de setembro de 1973, Neruda falece, em Santiago do Chile, poucos dias depois do golpe militar que derrubou o governo de Allende.
Bom, feito um resumo sobre a vida de Pablo Neruda, vamos falar deste livro em particular. Ele é bem curto e divertido. O poema que mais gostei foi A Pobreza.

A Pobreza

Ai, não queres,
assusta-te
a pobreza,

não queres
ir com sapatos rotos ao mercado
e voltar com o velho vestido.

Amor, não amamos,
como querem os ricos,
a miséria. Nós
a extirparemos como um dente mau
que ainda agora morde o coração do homem.

Mas eu não quero
que a temas.
Se chega por minha culpa à tua casa,
se a pobreza expulsa
teus sapatos dourados,
que não expulse teu riso, pão da minha vida.

Se não podes pagar o aluguel
vai ao trabalho em passo orgulhoso,
e pensa, amor, que eu te estou olhando,
e somos juntos a maior riqueza
jamais reunida sobre a terra.

Eu dei muita risada com esse poema.
Leia de novo. Ele fala na última parte, que mesmo não tendo dinheiro para pagar o aluguel, vai para o trabalho em passo orgulhoso. Quem faz isso? Me fala? Vai é muito bravo e carrancudo por receber um salário tão miserável que não da para pagar nem o aluguel. E nesta altura do campeonato o divórcio já é uma alternativa. Vocês não acham?

Tem também o poema da tartaruga, é muito lindo. Até o Lucas gostou. Ficou falando, tatauga, tatauga.

:p

Boa leitura para vocês.
Beijo Grande!

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