segunda-feira, 9 de junho de 2014

“Vamos viver tudo o que há pra viver”



Sou da época em que os rádios tocavam músicas diferentes das que são ouvidas pelos jovens hoje. Meu pai, muito culto, nos ensinou a apreciar músicas clássicas, como Mozart e Beethoven, e nos ensinou a ouvir o que a Música Popular Brasileira (MPB) tinha de melhor na década de 90. Cresci ouvindo Ana Carolina, Marisa Monte, Chico César e Lulu Santos.  Artistas que através de seu talento fizeram músicas com letras profundas e que nos levava, muitas vezes, a reflexões sobre diversos assuntos, pensamentos e sentimentos.
Há alguns dias, estava eu refletindo sobre a fase que passo em minha vida, quando me veio à mente a música de Lulu Santos, intitulada ‘Tem
pos Modernos’ que tem uma frase muito interessante: “Não há tempo que volte amor. Vamos viver tudo o que há pra viver! Vamos nos permitir”.
Entrei em discussão comigo mesmo, sobre o sentido desta frase em nossas vidas e decidi externar a vocês o resultado desta sinapse.
Em um primeiro momento, é possível dizer que a pessoa que escreveu essas palavras não estava muito preocupada com o futuro. A impressão que temos é que o autor apenas deseja viver o aqui e o agora, sem se dar conta que mais cedo ou mais tarde as coisas podem ser diferentes. Outra coisa interessante, é que parece ao compositor lícito fazer qualquer coisa que lhe der na telha, sem se preocupar com as consequências desse ato ou o que os outros vão pensar, concordam?
Pois bem, foi ai que comecei a queimar os neurônios e ampliar a visão, chegando ao seguinte desfecho: Todos nós passamos por momentos bons e momentos ruins em nossas vidas. Pode ser que hoje estamos explodindo de felicidade, mas amanhã já não podemos dizer o mesmo. Por isso, dizer que o tempo não volta. É preciso viver tudo o que temos para viver intensamente, respeitando nossos princípios e objetivos, mas apreciando as lições que a vida nos ensina, sejam elas com recompensas boas ou com consequências de algo errado que praticamos. De tudo devemos tirar aprendizado para o crescimento. Dos momentos bons ficam as lembranças de ter-nos permitido praticar tais ações e dos momentos ruins, a lição e a reflexão de não praticar o ato que nos trouxe tal sequela.
Parar para refletir na vida torna-se um exercício essencial depois de certo número de aniversários e isso não vai fazer-te uma pessoa chata ou inconveniente, apenas alguém que aprecia uma nova maneira de se descobrir as circunstâncias impostas pela nossa existência.

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