sexta-feira, 6 de junho de 2014

SOMOS FRUTOS DE LÁPIS E PAPEL


As vezes a vontade é de não crescer, é ficar aqui mesmo estagnada, sem nenhuma evolução. Crescer doe, as vezes deixa marcas, deixa cicatrizes, que o tempo não é capaz de apagar. 

Desenho de Out/2012
Entretanto crescer é algo involuntário, é algo natural do ser humano. Mesmo sem querer a gente vai crescer, a diferença é que posso fazer deste crescimento um desenho, ou simplesmente rabiscos em um papel. Diferente da vida, os desenhos que não ficam como queremos, podem ser amassados e jogados no lixo. 
Os rabiscos são esquecidos muito rápido,  pois não conseguem impactar nenhuma alma. As vezes causa até um desconforto ao olhá-lo. Se nós não tivermos dispostos a tomar uma atitude, o tempo vai nos apagar, vai nos esquecer. Sinto que somos frutos de lápis e papel. 
A vida deve ser como os desenhos. Onde  os riscos cravados no papel fazem algum sentido. Foram feitos para ser apreciados, foram feitos para perpetuar. O papel é onde se pode colocar seus sonhos, onde se constrói castelos. 
Os riscos feitos de leve serve para finalizar um desenho. Já os riscos com mais pressão serve para dar contorno, sentido para o desenho. 
Para fazermos dos riscos um desenho, que queremos apresentar,    é preciso sofrer muitas mudanças, usamos a borracha para tirar as imperfeições, para apagar os excessos. Mas tem um problema, se o risco foi feito com muita força, a borracha é capaz de tirar apenas a cor do lápis, mais não as marcas.
E na vida não é diferente, carregamos as marcas deixadas pelo convívio social. Marcas boas e ruins. A mistura delas forma o "desenho".  

Por esse, e por outros exemplos, acredito que somos frutos de lápis e papel.

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