sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A força de uma mulher determinada

Genteeee... oie! Como estão?

Eu gosto de ver e conhecer histórias de mulheres que superam algo que julgaríamos insuperável. Gosto de ver mulheres que superam seus próprios limites e os limites que a sociedade impõe sobre essa classe. Não, eu não sou feminista, mas acho importante as mulheres mostrarem que são tão capazes quanto os homens de realizarem todas as atividades e superar todas as dificuldades que lhe sobrevierem.

Com essa linha de pensamento, conheci a história da Michele Lima, uma educadora carioca de 32 anos. Aparentemente uma mulher normal, até que recebeu duas notícias, quase que instantaneamente, que mudaria a vida dela e da família.

"Senti um caroço no seio e fui ao médico. Minha menstruação também estava atrasada. Então, o médico pediu uma ultrassonografia da mama e um exame de gravidez". Disse ela.

E qual não foi a surpresa? Michele estava grávida, mas também estava com câncer de mama. Sua grande preocupação, no entanto, era com relação ao bebê, seu grande medo era não poder dar continuidade á gestação. E nesse impasse ela decidiu pela vida, seu desejo de ser mais foi mais forte e Michele aguentou firme a gestação.

Ela foi informada pelos médicos de que poderia fazer quimioterapia - após o terceiro mês de gravidez - sem que isso prejudicasse o bebê. Mas ela correria o risco da propagação da doença durante o primeiro trimestre da gestação, afinal passaria esse tempo sem poder fazer qualquer tratamento (terapias, remédios, intervenções). E nisso, principalmente, residiu o seu ato sublime: ela abriu mão de um tratamento usual contra o câncer, já que por três meses não receberia qualquer medicamento ou providência. Um tipo de lacuna que não se admite quando diante de um inimigo de morte.

Um dos maiores especialistas brasileiros na área, Stephen Stefani, oncologista e pesquisador do Instituto do Câncer Mãe de Deus - ICMD , foi questionado a respeito da influência de um tratamento desses sobre um bebê em formação (não especificamente o caso de Michele e seu bebê, mas em linhas gerais). De acordo com Stefani, o risco de má-formação - maior no primeiro trimestre - é alto, até porque o princípio da quimioterapia é evitar a duplicação de células ruins, mas as boas também sofrem o efeito.
Quanto ao risco de optar pela gravidez e, com isso, atrasar o processo de quimioterapia, Stefani manifestou que a opção de Michele - embora, felizmente, tenha resultado em uma gravidez feliz e o bebê tenha nascido saudável - foi um ato de verdadeira coragem. Isso porque o atraso da quimioterapia poderia realmente aumentar o risco de recaída da doença. 
De acordo com Michele, o pior momento de todo o período foi a primeira sessão de quimioterapia, pois doeu nela a hipótese de o bebê ser (talvez) atingido pelo procedimento. Ela conta que chorou muito e ficou extremamente fragilizada com a situação.
A própria paciente-mãe declara:
"Eu estava muito feliz com a chegada da minha princesa, e acho que isso me ajudou a ficar tranquila. O tratamento não é a pior parte desse processo. A pior parte é a incerteza da cura, pois o câncer pode voltar. O câncer em pessoas jovens é mais agressivo, e isso realmente me deixa tensa".
Carolina nasceu com 2.040Kg e 41cm, embora o parto tenha sido adiantado. Por decisão médica, aconteceu na 35ª semana de gestação [quando se encerra ciclo de quimioterapia, não se pode esperar muito para a cirurgia (no caso) da mama, para que o tumor não volte a evoluir].
Além de enfrentar tudo isso, Michele fez uma cirurgia de retirada de seio três dias após seu bebê nascer! Indagada sobre a experiência da difícil operação na semana do parto, ela contou que a cirurgia foi até mais tranquila do que o parto em si, "pois foi com anestesia geral, enquanto no parto a gente fica acordada o tempo todo".
O fato de Michele ter descoberto o câncer no início da doença foi certamente promissor na luta estabelecida. Ainda de acordo com os esclarecimentos do oncologista Stephen Stefani, praticamente todos os tumores descobertos precocemente têm mais chances de cura: "O câncer de mama, por exemplo, tem até 90% de chance de cura quando detectado antes de dar sintomas", especifica o médico.
Hoje, a reflexão de Michele é:
"Pensar a vida como oportunidade é uma coisa que se aprende diante da possibilidade da morte, e acho que essa é a grande reflexão tirada desse episódio. Hoje eu sou mais grata e aproveito mais as coisas boas e simples da vida. Depois de uma coisa séria dessas, não dá para continuar com certas posturas diante dos fatos: nada de frescuras ou falta de coragem e disposição. Se preciso tomar injeção, vou tomar e pronto, fazendo tudo mais que for necessário. Descobri que devo seguir sempre em frente. Só não existe conserto mesmo para a morte".
Sabe pessoal, muitas vezes nos escondemos atrás de nossas dores e problemas e esquecemos de viver.  Esquecemos que temos sonhos, que temos metas e objetivos, deixamos de nos motivar e ser grato por tudo que Deus nos dá, tome essa história como exemplo. Se supere! Curta seus momentos bons e tire lições importantes dos momentos ruins!

Seja feliz!
Abraços, com carinho!

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